Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Vozes de trabalho

“Vozes de trabalho” marcou o regresso do letrista Tiago Torres da Silva ao teatro com Carlos Mendes, Lourdes Norberto, Tonicha, Joana Negrão, Cecília Guimarães e Filipa Pais a darem corpo e voz a uma produção que nos levou ao mundo das ceifeiras, dos pescadores, dos vindimeiros e das fiandeiras. Disponível agora em cd, temos aqui os “cantos de trabalho” que acompanharam a peça e mesmo sem o forte componente visual, o disco é uma aposta ganha. Canções tradicionais com novos arranjos de Vasco Ribeiro Casais e com novas letras por Tiago Torres da Silva acompanham excelentes inéditos da mesma dupla como a lindíssima “Quantas voltas dá a nora?” (bem defendida por Tonicha) num trabalho em que a poesia, a música e a interpretação retratam bem a força, o esforço e a esperança de um país de trabalhadores. Ouça-se uma impressionante “Ladainha de Santa Bárbara”, a tocante “Roró” ou a vibrante “Quase uma canção” e temos aqui seguramente um dos grandes discos de música popular portuguesa dos últimos anos. 10/10

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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Ao vivo

Casa da Música, 17 de Fevereiro.

 

“Feito um peixe” o último trabalho de Cristina Braga foi o pretexto para a primeira vinda a Portugal da conhecida harpista e cantora brasileira. E se em disco a conjunção de música popular brasileira com harpa tem um charme e frescura únicas, em palco a “magia” é de uma dimensão ainda maior. Secundada por dois excelentes músicos (Ricardo Medeiros e Sílvio Franco), Cristina Braga espalhou simpatia, competência, humildade e principalmente uma musicalidade que transcendeu o palco 2 da Casa da Música no Porto. “Valsinha”, Manhã de Carnaval”, “Samba do avião”, “Águas de Março”, uma vibrante leitura de “Brasileirinho”, “O que tinha de ser”, “Preciso me encontrar” e “Peixe” foram apenas alguns dos temas que conquistaram a atenta plateia e que fizeram deste primeiro concerto de Cristina Braga em Portugal um momento muito especial. Que comece aqui o início de muitas vindas ao nosso país, os amantes de boa música agradecem.

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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

2010

Com o ano já na recta final chegou a altura de olharmos para trás e recordarmos o que de melhor se fez em 2010, assim e sem qualquer ordem específica aqui ficam as nossas escolhas para os melhores discos do ano:

 

“Graffiti” de Júlio Pereira

“Tua” e “Encanteria” de Maria Bethânia

“Uma autora, 202 canções” de Amélia Muge

“Vida” de Jorge Fernando

“Beijo bandido” de Ney Matogrosso

“Nas asas do fado” de Katia Guerreiro

“Companheiros de aventuras” de Tim

“Metamorphosis” de Yolanda Soares

“Troubador” de Lula Pena

“Aquarius” Joyce e João Donato

“Fadas” de Mafalda Arnauth

“Canta, canta mais” de Eugénia Melo e Castro

“Tantas Lisboas” de Marco Rodrigues

“Fé na festa” de Gilberto Gil

“Do amor e dos dias” de Camané

“Tum Tum Tum” de Déa Trancoso

“Lisboa mora aqui” de Pedro Moutinho

“O coração do Homem_Bomba, Volume 1/2” de Zeca Baleiro

publicado por rayoflight às 00:02
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Agenda

Ana Moura leva o mais recente “Leva-me aos Fados” ao Theatro Circo de braga no dia 05 de Fevereiro.

António Zambujo regressa à capital com concerto no Teatro Municipal S. Luiz dia 14 de Abril.
publicado por rayoflight às 01:01
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

202 canções

A ideia começou como um espectáculo ao vivo e chega-nos agora sobre a forma de livro e cd, falamos de “Uma autora, 202 canções” de Amélia Muge. Desde que surgiu no panorama musical português, Amélia Muge distanciou-se logo do habitual pela frescura do seu som que mistura habilmente o tradicional com um som moderno, único e muitas vezes “transgressor”. “Não sou daqui” de 2006 roçou a obra-prima e este ambicioso “Uma autora, 202 canções” comprova definitivamente o génio de uma das nossas cantautoras mais inspiradas. Ao todo são 14 (excelentes) canções que nos trazem algumas releituras de temas já gravados por Amélia, inéditos, e ainda canções que conheceram gravação em vozes como Mísia e Mafalda Arnauth e que Amélia Muge não tinha ainda gravado. O livro traz-nos todos os poemas das canções em português e inglês, fotografias e ilustrações numa edição corajosa, luxuosa e indispensável, 10/10.
publicado por rayoflight às 00:51
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Agenda

No dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, o Teatro Nacional S. João no Porto apresenta Aldina Duarte “Mulheres ao espelho”. Um concerto a não perder!

 
“Diz quem a conhece que “deixou-se ser gente muito antes de se permitir ser fadista”, e este lastro biográfico ajudará a explicar a comoção com que foi recebido Apenas o Amor (2004), o seu disco de estreia. Começou aqui a mexer com as nossas vidas. Crua (2006) e Mulheres ao Espelho (2008) confirmaram o espanto inicial e acrescentaram território e urgência à tradição, devolvendo o fado à condição de celebração vitalista da tristeza. É autora e intérprete maior de palavras que projecta num horizonte eminentemente poético, e isto por si só justificaria o facto de comemorarmos o Dia Mundial do Teatro na companhia de Aldina Duarte. E que um concerto sugestivamente intitulado Mulheres ao Espelho aconteça depois de uma récita de Antígona é tudo menos uma coincidência, ou um mero capricho dos deuses. Quando confessa que “vale a pena tentarmos negociar as nossas revoltas com os nossos amores”, Aldina reflecte Antígona no seu espelho. Na mesma noite e no mesmo palco, duas “princesas prometidas” fascinadas pelo combate político entregam-se inteiras a esta estranha forma de vida a que chamamos destino.”
publicado por rayoflight às 00:36
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Histórias de canções

Já está à venda em Portugal o livro “Histórias das canções – Chico Buarque” da autoria de Wagner Homem.
Segue o press-release:
 
“Histórias de Canções, como o próprio nome o indica, fala-nos das circunstâncias em que foram compostas e trabalhadas as músicas do compositor brasileiro. Trata-se, no fundo, de uma compilação de episódios, uns alegres e divertidos outros nem tanto, que, por assim dizer, escancaram a intimidade do popular cantor durante o seu processo criativo. Através deles, o leitor poderá ficar a conhecer quem foi a musa inspiradora de canções como Beatriz, Carolina ou Cecília. As letras das músicas e a correspondência trocada, entre outros, com Vinicius de Morais, durante o período em que ambos trabalharam juntos na célebre música Valsinha, também constam deste volume. No total, são 26 capítulos que abrangem o período compreendido entre 1964 e 2008.”
publicado por rayoflight às 00:19
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Lançamento

As lojas Fnac já têm à venda o DVD “Música é perfume”, documentário que nos leva até ao mundo e obra de um dos nomes fundamentais da Música Popular Brasileira - Maria Bethânia.

 

Segue o press-release do mesmo:
 
“Tudo começou no Festival de Montreux, na Suíça, em 1998, quando o documentarista francês Georges Gachot, há 15 anos especialista em filmes sobre música clássica, foi a um show de Maria Bethânia pela primeira vez. A perplexidade diante do que viu, o “choque com a presença dela em cena, sua concentração incrível de emoção, seus pés nus”, segundo ele próprio, resultou na vontade imediata de fazer um documentário sobre a cantora. A imersão do cineasta num universo musical completamente desconhecido para ele, o de Bethânia, e por extensão o brasileiro, desaguou na sensibilidade crua de Maria Bethânia- Música é Perfume.
 
Decidido a fazer o filme, Gachot gastou cinco anos, de 1998 a 2003, num processo de pesquisa sobre a cantora e toda a história da música brasileira. O olhar estrangeiro e surpreso do cineasta confere ao filme um frescor, livrando-o de quaisquer chavões e ranço de repetição. Talvez o desconhecimento por parte de Gachot da carreira de Bethânia e da música brasileira seja uma explicação para a forma de desenvolvimento da narrativa: ele busca incessantemente a contextualização. Assim, Música é Perfume é, antes de mais nada, uma análise do processo criativo de Bethânia dentro da perspectiva do processo de formação da música popular brasileira. O filme traça um paralelo entre a vida da cantora e as transformações sociais ocorridas no Brasil.
 
O documentário é todo narrado pela própria Bethânia. Mais do que isso, sua voz nos conduz a uma viagem pelos vários sons e matizes que embalam e colorem o imenso mosaico humano-cultural que compõem a nação. Não à toa, as filmagens ocorrem durante a gravação do disco Que Falta Você me Faz, dedicado à obra de um dos mais brasileiros de nossos poetas, Vinicius de Moraes, e a turnê do show Brasileirinho, em que a cantora lança um olhar apaixonado sobre o Brasil, a partir de referências incondicionais da arte brasileira. Gachot procura representar Bethânia como a voz síntese de um povo que tem a música como alimento e analgésico, como uma forma de redenção para a miséria ancestral que o assola.
 
Para o diretor, o mais importante era mostrar de onde vinha a música de Bethânia. Por isso, o registro dos ensaios, que ratificam o total domínio que a cantora tem do seu ofício, e a ida a Santo Amaro, cidade natal de Bethânia: - Meu objetivo com o filme era pôr na tela a grandeza da música de Bethânia. Não quis que a história quebrasse a música. Quando as canções me davam a oportunidade, eu contava a história – disse.
 
Mas essas histórias também preenchem de humanidade a ode a uma estrela da canção. Além da própria Bethânia, que conta curiosidades de família (“Eu e Caetano adorávamos brincar de faquir quando crianças... Eu acho que foi a primeira aula de concentração que nós fizemos.”), há outros depoimentos que permeiam todo o filme, como o do irmão Caetano (que sugeriu o nome Maria Bethânia, inspirado na música homônima eternizada por Nelson Gonçalves), da mãe Dona Canô, dos amigos Chico Buarque, Nana Caymmi e Gilberto Gil, e também do fiel maestro Jaime Alem.
 
O título Música é Perfume vem de uma idéia da própria Bethânia. Para ela, “nada como um cheiro ou uma música para nos fazer sentir, viver, lembrar”. A confirmação de suas próprias palavras vem em seguida, ao ouvir sua interpretação de Melodia Sentimental, e se emocionar - a voz mora em mim, mas não sinto como se fosse minha. É uma expressão de Deus, uma fagulha – diz a cantora.
 
Não a sente como sua, porque pertence também a todos os “brasileirinhos”, aquela gente humilde que aparece na abertura do filme catando lixo e vendendo cerveja na praia de Ipanema, com Bethânia falando o texto Pátria Minha, de Vinicius, ao fundo. A voz de Bethânia é isso, é aquela que está presente em cada um de nós, a porção individual de fagulha divina. E, ao mesmo tempo, é expressão humana e síntese de todo um país. Música é Perfume capta a simbiose única entre uma voz e um país, até que não se saiba mais onde termina um e começa o outro.
 
Nos extras, cenas de Bethânia em estúdio cantando músicas como Gente Humilde, Nature Boy, Lamento no Morro, Eu não existo sem você e A Felicidade. E ainda, depoimentos de Suzana De Moraes, Caetano Veloso, Moogie Canázio, Miúcha e Chico Buarque.”
publicado por rayoflight às 02:05
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Sugestão

As lojas Fnac apresentam alguns títulos do catálogo da editora Biscoito fino a um preço imbatível (menos de €5!!). Dos discos disponíveis aqui fica uma lista de alguns verdadeiramente imprescindíveis para quem gosta da melhor MPB:

 
Vários- “A música em Pessoa”
Vários- “Luiz Eça, Reencontro”
Bibi Ferreira- “Canta Piaf”
Francis Hime- “Brasil lua cheia”
Marcos Sacramento- “Memorável samba”
Wagner Tiso & Zé Renato- “Memorial”
Paulinho da Viola- “Meu tempo é hoje”
Mônica Salmaso- “iaiá”
Olivia Hime- “Alta madrugada”
Olivia Hime- “Estrela da vida inteira, Manuel Bandeira”
Eveline Hecker- “Ponte aérea”
Clara Sandroni- “Clara Sandroni”
Simone Guimarães- “Casa de oceano”
 
Para mais informações sobre estes trabalhos visite o site da editora em www.biscoitofino.com.br
publicado por rayoflight às 00:04
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Sábado, 21 de Junho de 2008

Agenda

Um dos mais interessantes cantautores da actualidade – Arnaldo Antunes – regressa a Portugal, mais propriamente ao Porto, para apresentar o último trabalho “Ao vivo - em Estúdio”. O concerto será dia 23 de Julho na Casa da Música.

 
Segue o press-release do mesmo:
 
“É um dos mais inventivos compositores, poetas, cantores, performers e videoartists brasileiros e tem já mais de 20 anos de carreira como prova do seu talento. Durante os anos 80, foi a face mais visível de uma das mais originais bandas de rock brasileiras, os Titãs. Como frontman e compositor deste mítico colectivo, participou em sete álbuns e 10 anos de estrada. Em 93, aventura-se na sua carreira a solo com um trabalho multidisciplinar chamada Nome, um misto de cd, livro e filme.
Os anos noventa continuaram a ser o palco para o desenvolver dos seus dotes artísticos: compôs e escreveu temas para si, para alguns dos mais importantes músicos brasileiros – como Gilberto Gil, Marisa Monte, Rita Lee e Ney Matogrosso – lançou livros de poesia e compôs bandas sonoras de espectáculos. Tudo globalmente aclamado pela crítica e pelo público.
Em 2002, integra um fenómeno musical que chega a Portugal de seu nome . Na companhia de Marisa e Carlinhos Brown, velhos companheiros de cantigas, realizam o sonho de fazer um trabalho conjunto que, avaliando pelo talento individual de cada um, só poderia ser um sucesso facto que se confirmou. Quem não se emocionou com temas como Já sei namorar e Velha Infância? Depois da aventura a três, regressou ao trabalho a solo. Em 2004, lança Saiba e em 2006 Qualquer.
Este ano, regressa a Portugal com a última edição Ao Vivo, que como o nome indica, é um registo live do seu último espectáculo. Mas, como é habitual, Arnaldo Antunes não vem sozinho, ou melhor, não estará sozinho.
Na sua apresentação na Casa da Música terá a companhia de Manuela Azevedo, a carismática vocalista dos Clã. A não perder, as diferentes texturas musicais num artista sem fronteiras, de múltiplos talentos que mistura na perfeição a harmonia pop com a liberdade de vanguarda.”
publicado por rayoflight às 02:27
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